O papel do empreendedor enquanto gestor do negócio: competências necessárias para manter sua empresa no rumo certo

Você buscou coragem dentro de si para montar seu próprio negócio – não foi fácil, não é mesmo? Pensar em que tipo de negócio será montado, como serão feitos os processos internos da empresa, estruturar tudo… Começando do zero ou não, montar uma empresa é uma experiência que ressalta o perfil do empreendedor.

Segundo o SEBRAE (2017), 10 características são apontadas como importantes para quem está no seu papel de empreendedor: Busca de Oportunidades e Iniciativa, Persistência, Correr Riscos Calculados, Exigência de Qualidade e Eficiência, Comprometimento, Busca de Informações, Estabelecimento de Metas, Planejamento e Monitoramento Sistemáticos, Persuasão e Rede de Contatos e Independência e Autoconfiança.

Muitas destas características também serão importantes na hora de fazer a gestão do negócio, é claro, mas a transição de um papel para o outro por vezes fica confusa para o empresário. Se quando estava montando o negócio ele precisava buscar oportunidades para o novo empreendimento, agora com a empresa andando ele precisa focar a busca de oportunidades na gestão – identificando os melhores modelos que pode aplicar para que esteja sempre a par de todo o funcionamento.

Toda empresa precisa, por exemplo, adotar um planejamento de redução de custos nos seus processos internos, buscando o equilíbrio financeiro. Esse é o tipo de ação que se espera de um bom gestor. Ao mesmo tempo, o profissional que está a frente da empresa não deve se sobrecarregar nem manter todas as ações consigo, uma vez que o sucesso nos negócios está justamente na boa distribuição de responsabilidades.

É dizer que enquanto devemos ter a preocupação em somar esforços na abertura de um negócio, torna-se mais vital ainda buscar características complementares entre os participantes na gestão da empresa.

Se a empresa conta apenas com um sócio na gestão, ele pode avaliar quais são suas dificuldades maiores e buscar colaboradores que possam tomar parte das responsabilidades com as quais não tem afinidade. É muito comum vermos isso acontecer, por exemplo, com gestores que têm dificuldades com controles financeiros – e muitos se assessoram com contadores ou analistas financeiros para completar essa carência.

Mas não podemos esquecer que há diversos pontos centrais nos negócios, e não se deve tomar conta apenas do controle dos recursos monetários, mas também devemos considerar com afinco questões sobre os recursos humanos, logísticos e de divulgação, por exemplo.

É lembrar sempre que há um leque de ações a serem tomadas pelos gestores – e a primeira delas é promover uma boa autoavaliação e encarar de frente a necessidade de buscar desenvolvimento pessoal. É parte deste processo identificar outras pessoas com que se possa dividir as tarefas, que complementem o que falta em seu perfil.