O perigo de uma história única

No vídeo “O perigo de uma história única”, Chimamanda Ngozi Adichie explana sobre o aspecto falho da criação de “única história” contada continuamente em lugares e por diferentes pessoas. Essas informações, de fato, são muitas vezes inferências formuladas de padrões de pessoas, lugares e/ou realidades, sob a perspectiva da construção cultural e da distorção de identidades com base no que consumimos pelas diversas mídias e meios de comunicação (TV, rádio, jornal, internet, mídia externa, revista, entre outros).

De acordo com Adichie, as histórias contadas (não é que estejam erradas, mas sim que possam trazer estereótipos incompletos) retratam a experiência rasa e, por muitas vezes, podem negligenciar demais aspectos de um lugar, de uma pessoa, ou de uma realidade.

Ao todo, pegar parte do contexto de uma narrativa complexa, de determinada situação ou pessoa, e reduzi-la a uma só concepção, é o que Chimamanda intitula de o perigo da história única.

Segundo a escritora, “como são contadas, quem as conta, quando e quantas histórias são contadas, tudo realmente depende do poder. Poder é a habilidade de não só contar a história de uma outra pessoa, mas de fazê-la a história definitiva daquela pessoa.”

Nessa concepção, a autora chama a atenção com relação às histórias contadas a partir de uma visão baseada apenas no ponto de vista do ouvinte ou do emissor dessas memórias, uma vez que podem derivar em um preconceito.

Por isso, Chimamanda faz uma reflexão, e alerta sobre O Perigo de Uma História Única para a necessidade de apuração das histórias contadas sobre terceiros, de modo que, neste contexto, sejam transmitidas pelos próprios personagens que estão inseridos nelas, para assim validá-las, pois as verdades e as mentiras se misturaram muitíssimas vezes, e essas realidades reais, parciais ou inventadas, influenciam a percepção e opinião dos indivíduos.