Quem Somos

A Voog é uma empresa de Assessoria e Consultoria especializada em gestão empresarial. Temos como propósito trabalhar lado a lado com nossos clientes, ajudando-os a reduzir incertezas e aproveitar as oportunidades, de modo a manter e melhorar a qualidade de sua força de trabalho, por meio do desenvolvimento de serviços, estratégias e planejamentos para o funcionamento eficaz do negócio. Dentre a nossa carteira fazem parte todos os tipos de organizações, desde as pequenas empresas familiares até firmas de médio porte e órgãos do setor público. Eles recorrem à Voog em busca de padrões consistentes de atendimento para planejar, controlar e organizar seus negócios, visando a melhora da performance financeira, redução de custos e despesas e alavancagem de resultados da organização.

Sabemos que para cumprir com os nossos desígnios, devemos ganhar o respeito e a confiança de todos com quem lidamos. É por isso que os princípios de integridade; ética; comprometimento e foco no cliente estão enraizadas em nossa cultura. Esses valores são o alicerce dos nossos negócios e orientam como trabalhamos.

Missão

Voog no idioma holandês significa guardião, então, honrando o nosso propósito temos como missão auxiliar empresas e negócios a reagir às mudanças na economia global, através da implementação de soluções personalizadas e práticas que contribuam para o desenvolvimento de melhores maneiras de controles de processos e procedimentos administrativos para uma gestão de sucesso.

Visão

Tornar uma marca provedora de soluções personalizadas e práticas às empresas dinâmicas. Comprometida a ser inovadora e receptivas, oferecendo serviços de alta qualidade capaz de satisfazer de forma consistente as preferências dos clientes em constante mudança.

Valores

Integridade

Atuar como parceiro dos clientes e profissionais, sem iludir, ocultar ou omitir informações meritórias. Este compromisso edifica laços duradouros com os clientes e impulsiona a gestão da nossa empresa.

Ética

Manter o sigilo de informações dos clientes, o que reforça o nosso caráter de idoneidade, manifesto em consonância com todas as ações de serviços.

Comprometimento

 Entregar o serviço contratado, independentemente do valor acertado

Foco no cliente

Os serviços são personalizados, simples e prática graças à visão global que a Voog possui das necessidades de seus clientes, além de prezar pela qualidade no atendimento.

O direcionamento dos nossos negócios é tão importante quanto o modo como esses são executados. Assim, o nosso Código de Conduta e as políticas corporativas reproduzem aos nossos colaboradores o que seria exemplo de uma conduta idônea e ética.

Acesse o Código de Conduta

Serviços

Os nossos serviços estão voltados a consultoria e assessoramento de sociedades empresariais e a administração pública nas áreas que englobam assuntos ambientais, econômico-financeiros e jurídicos possibilitando uma visão mais ampla do negócio e a promoção de ações e melhorias nos processos gerenciais para o êxito no ramo de atuação. Conheça nossos serviços:

Administração Financeira

Consultoria e assessoria direcionada para controlar da forma mais eficaz a entrada e saída dos recursos financeiros, por meio do planejamento, analise de investimentos e o controle das atividades financeiras visando a melhora dos resultados apresentados, maximização dos investimentos e geração de lucro líquido nas organizações.

Administração Orçamentária

Elaboração do Plano Operacional já com as reduções de custos previamente definidos. Utilizando uma meta de faturamento para que a empresa consiga cumprir com suas obrigações financeiras, entre elas os pagamentos dos fornecedores, funcionários, impostos. O serviço de assessoramento consiste no acompanhamento mensal do alcance das metas, depois do fechamento de cada mês.

Administração de Custos

Elaboração de diagnóstico financeiro do demonstrativo de resultado do exercício, que possibilita ao tomador de decisão identificar com precisão o seu cenário e a verdadeira realidade de sua empresa. O estudo consiste no planejamento de redução de custos em todas as áreas, principalmente no requisito custo com mão de obra, administrativo, financeiro e entre outros, adequando os valores dentro da possibilidade de caixa que a empresa dispõe.

Planejamento Estratégico Empresarial

Serviços de assessoria com o objetivo de planejar a criação de uma nova unidade de negócios, focando nas principais ideias e objetivos dos empreendedores em relação à empresa, em conjunto com um Planejamento Financeiro. O estudo consiste em apresentar a avaliação da empresa, através de uma ampla análise realizada no âmbito do empreendimento. As análises envolvem o entendimento da empresa, do fluxos de caixa, projetar cenários, por intermédio de levantamento da situação econômica, financeira, risco de inadimplência e endividamento.

Administração da Produção e Qualidade

Serviço dirigido ao desenvolvimento de Sistemas de Gestão da Produção, da Qualidade e Ambiental nas áreas industrial e de serviço considerando os recursos, processos e a própria organização da Empresa, assegurando rápida adequação e implementação.

Organização, Métodos e Programas de Trabalho

Serviços de assessoria voltados a promover ações e melhorias nos processos gerenciais da empresa, com foco em estabelecer metas de curto, médio e longo prazo, com a aplicação de ferramentas da qualidade específicas, de modo a promover a qualidade no ambiente de trabalho, identificar e mensurar processos internos. O trabalho envolve deste a implantação do programa 5S, mapeamento de processos, aplicação de rotinas de trabalho, até a criação de procedimentos e instruções técnicas.

Registro de Marcas

Serviço de entrada no depósito do pedido de registro da marca junto ao INPI, assim como acompanhamento do exame do pedido nas publicações da Revista de Propriedade Industrial, até o deferimento e concessão do registro da marca, de modo a garantir ao seu proprietário o direito de uso exclusivo em todo o território nacional.

Consultoria Certificação OEA, ISO 9001, 17025 e 14001

Assessoria e consultoria na implantação de Sistemas da Qualidade avaliação da adequação perante as normas NBR ISO 17025 e/ou NBR ISO 9001 e/ou NBR 14001 e /ou Certificação de Operador Econômico Autorizado - OEA. Também realizar auditorias para avaliação do estágio de implantação destas normas, bem como, para diagnóstico, indicando as principais oportunidades de melhoria.

Treinamentos e Palestras in Company

Os programas estão voltados para o desenvolvimento técnico, comportamental, administração do tempo e palestras motivacionais. Nossos treinamentos e palestras são especialmente adaptados para cada empresa, conforme suas particularidades, de modo a promover as mudanças necessárias e capacitação corporativa.

Direito do Consumidor

Consultoria e pareceres tanto para empresas quanto à consumidores direitos e indiretos, bem como elaboração de defesas em processos administrativos e judiciais que envolvam relações de consumo.

Direito Empresarial

Cobrança de créditos; Elaboração / Análise de contratos que se fizerem necessários [locação, permuta, arrendamento, etc.].

Direito Societário

Elaboração de atos constitutivos de pessoas jurídicas, assim como eventuais alterações estatutárias necessárias; Acompanhamento em processos administrativos, judiciais e resoluções de impasses por meio de mediação e arbitragem.

Direito Civil

Obrigações e Responsabilidade Civil; Posse e propriedade; Direito de Família [divórcio, alimentos, regime de bens, pacto antenupciais, contratos de convivências]; Sucessões e Inventários.

Consultoria Jurídica

Serviço prestado por meio de advocacia preventiva, visando a redução de riscos ao cliente, onde o profissional realiza a análise prévia das situações apresentadas, com a emissão de respectivos pareceres jurídicos.

Marketing e Marketing Digital

Serviços de Consultoria e Assessoria em Marketing e Marketing Digital para orientar sua empresa ou seu negócio na direção certa do mercado em que você está atuando, buscando atrair os clientes potenciais corretos para, bem como desenvolver sequências ou funis de venda de alta performance com resultados mais eficazes.

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Publicações

Você sabe o que é coaching?

Coaching é processo de co-criação de desenvolvimento pessoal ou profissional onde uma pessoa é guiado por um coach por meio de diversas técnicas, de modo a concretizar o estado desejado, elevar o bem-estar e a produtividade de quem se submete a metodologia.

 

De acordo com Grant (2005), essa técnica se fundamenta nas teorias de ação e reflexão, através da aplicação de um plano de ação, com metas a serem atingidas e prazos, monitoramento e avaliação da evolução e autodesenvolvimento do indivíduo.

 

A busca permanente da superação de fragilidades relativas à obtenção da excelência tem sido uma mola propulsora para potencializar mudanças profundas na psique humana e no entendimento de suas emoções e sensações, como para o aperfeiçoamento contínuo e permanente do ser humano.

 

Por isso, que, as vantagens desse aprendizado são inúmeras, muitas vezes difíceis de calcular quantitativamente, mas é fato que o aprendiz tem um grande avanço na melhoria dos padrões cognitivos, emocionais e comportamentais após aplicação do coaching e ambas as partes aprendem durante o processo. Já que promove uma transformação profunda e sistêmica no modo de pensar e agir do coachee, através do “aprender a aprender”.

 

Por fim, o cerne da aplicação desta metodologia é sempre com o objetivo final a evolução. E todas as partes que fazem parte do processo saem ganhando conhecimento.

 

O que é necessário numa sessão de coaching

 

O processo de coaching consiste em juntar diversas técnicas de diferentes metodologias - como das áreas de psicologia, recursos humanos, sociologia ou administração de empresas - e trabalhar para alcançar metas, superar objetivos e potencializar os resultados para uma pessoa, tanto na sua vida pessoal, quanto na sua vida profissional. Tudo vai depender do que for acordado entre coach e coachee no início de todo o processo.

 

Além do acordo inicial do que se espera na sessão e a contratação de profissional qualificado, também é preciso estabelecer o que se espera em cada processo, qual passo precisa ser dado a cada momento, a cada etapa. Também por isso o comprometimento é parte essencial do programa de coaching. O atendimento deve ser feito com dedicação de ambas as partes, assim, as chances de resultados positivos e eficazes aumentam. Para que tudo seja bem definido inicialmente, a comunicação deve ser clara e objetiva.

 

O coach é a figura central do processo, ou seja, o profissional capacitado e habilitado quem vai conduzir todas as etapas, e por isso, este profissional deve possuir, necessariamente, formação em coaching e estar bem preparado e ter algumas habilidades principais desenvolvidas.

 

Ele deve ouvir, absorver e entender para criar um cenário de empatia e, só então, poder devolver esse conhecimento para a outra parte, em forma de incentivos e estímulos, apoiados em suas técnicas e metodologias.

 

Um grande desafio para o profissional de coaching é identificar certos padrões ou indícios de auto sabotagem, por exemplo, ou qualquer tipo de fator que dificulte – ou mesmo facilite - o alcance do estado desejado para seu coachee. A ideia é sempre gerar estados emocionais positivos.

Empreender é a Salvação?

Hoje em dia se fala muito em empreendedorismo!

 

Mas, afinal, será que esta é a grande saída dos dias de hoje?

 

Pelo que podemos perceber, vivemos no meio de uma confusão danada!

 

Empresas crescendo e empresas falindo… Mas quais serão os méritos e os problemas que as empresas encontram nos seus caminhos que podem lhes trazer sucesso ou fracasso?

 

As empresas são representadas por pessoas. Sim, nós costumamos dizer: “Quero fechar um negócio com esta ou aquela empresa”. Na verdade, nós nos relacionamos com pessoas que trabalham nas empresas e não com as empresas. E quando se pretende oferecer um serviço, é importante reconhecer a cultura do local onde se deseja colocar em prática a ideia que se quer desenvolver.

 

A cada dia que passa temos que nos conscientizar que as pessoas que compõem as empresas e são elas que vão nos receber ou nos oportunizar negócios com as companhias. 

 

Para que o negócio dê resultados positivos, é preciso saber quais as necessidades do seu público-alvo, as quais são diretamente influenciadas pelo hábito seguido por esse grupo.

 

Isso porque, para que seu serviço seja visto com bons olhos por seus possíveis clientes, é necessário que ele se adeque às expectativas das pessoas que se pretende atingir.

 

Outra questão importante a destacar é que as crises vão e vem e você tem que cuidar do seu negócio e monitorar o mercado. Na real, você tem que prestar atenção ao que acontece com sua empresa, e em meio a momentos turbulentos ou normalidades de mercado, buscar soluções para estar sempre bem posicionado e literalmente “surfando na onda”. 

 

Essa é a dica para o avanço da organização e, também, para a sua permanência no business por mais tempo.

 

Porém, não são apenas esses os critérios a serem analisados para a evolução de um negócio.

 

As dificuldades aparecem ao longo da trajetória, e é assim com todas as empresas, sejam de pequeno, médio ou grande porte

 

Portanto, é fundamental ter planos de ação estratégicos bem definidos para a eficácia da gestão de empresa e depois colocá-los em prática. Desta forma, você garante que o crescimento da empresa não fique estagnado.

 

Você é o principal responsável pelo seu negócio! Sim, o negócio é seu e você tem que fazê-lo prosperar…. ou fechar… A decisão é sua! Você tem que usar sua inteligência, conhecimento, estratégias e ações para fazer o seu negócio funcionar!! Busque o sucesso. 

 

Fé e pensamento positivo são fundamentais para manter o foco e o entusiasmo em seguir adiante, mesmo nos momentos mais difíceis da empresa.

 

No entanto, somente quem não se entrega aos pensamentos negativos consegue elevar sua empresa a níveis mais altos.

 

Divulgar é a alma do negócio! Como você vai se tornar conhecido se você não se mostra para o mercado? Mostre para as pessoas o que você sabe fazer, seus potenciais e suas qualidades. Você e o seu empreendimento tem muito a contribuir com a sua comunidade, ajudando nas mais diversas situações do dia a dia as empresas e as pessoas que o necessitam.

 

Sendo assim, estes são alguns pontos a considerar como um empreendedor que busca o sucesso em seus negócios! Não espere a pandemia acabar para reagir!! Agora mãos a obra e boa sorte!

 

Gostou deste conteúdo? Quer conhecer um pouco mais do nosso trabalho? Então entre em contato com a Voog Assessoria para sanar dúvidas sobre quais caminhos o seu negócio deve seguir!

Mãos Talentosas

Baseado em fatos reais, o filme Mãos Talentosas, narra a fascinante história verdadeira do cirurgião Dr. Ben Carson, que superou obstáculos para mudar a história da Medicina e hoje é um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo.

 

O jovem criado na cidade de Detroit, filho de pais separados, cresceu em um lar desfeito e de origem simples. Ben era um estudante com notas baixas, que sofria preconceito por parte de seus colegas e com personalidade forte. Este adolescente não tinha nada para ter sucesso na vida, porém, sua mãe, nunca perdeu a fé e acima de tudo, era a maior incentivadora dele.

 

Sonya, era uma senhora analfabeta, mas muito trabalhadora e zelosa na criação de seus filhos. Trabalhava de faxineira e de babysitter para honrar com as contas da casa. E ela exigia que seus filhos estudassem, para que no futuro pudessem ter um emprego capaz de sustentar e manter as suas famílias.

 

Assim, a mãe estipulava que os meninos fossem à biblioteca ler dois livros por semana e entregasse o resumo por escrito. Logo o desenvolvimento de Ben melhora significativamente na escola seguindo para a Universidade em Yale e se formou como neurocirurgião.

 

Em 1987, o Dr. Carson alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses, unidos pela cabeça desde que nasceram. Ele planejou a operação em que incluía várias especialidades de médicos e cirurgiões. A operação era complexa e delicada que exigiu cinco meses de preparativos e vinte e duas horas de cirurgia.

 

Os gêmeos sobreviveram à perigosa operação, que envolvia paragem de corações e demais procedimentos.

 

E por fim, este filme relata a história de superação de uma criança do subúrbio que construir uma carreira de sucesso através da disciplina, resiliência, paciência e fé em Deus. Ressignificou suas crenças limitantes, moldou seu temperamento intempestivo e transformou em atitudes positivas e autoconhecimento.

Teorias da internacionalização de Empresas: Modelo Econômico e Modelo Comportamental

Este artigo objetiva apresentar inicialmente as principais abordagens e as correntes de pensamento existentes à volta do fenómeno da internacionalização, como explicá-lo sobre os modos de entrada num mercado exterior. Visto que o processo de internacionalização de empresas tem se processado de diversas formas e em diferentes contextos. A exposição inicia com o pensamento econômico passando pelo modelo clássico de Vernon, um dos primeiros a criticar as teorias de comércio baseado na teoria das vantagens comparativas, e na mesma linha, pelo pressuposto por Dunning, que, para entender a questão do investimento direto estrangeiro (IDE), pensou a teoria do paradigma eclético, formulada a partir da avaliação dos determinantes desse tipo de investimento de um ponto de vista eclético. De modo geral, Dunning (1988) tenta agrupar teorias da chamada microeconomia heterodoxa. O estudo complementou ao acrescentar a visão dos trabalhos que utilizam o enfoque institucional no modelo de Uppsala, propiciando uma contribuição na revisão da perspectiva comportamental ao integrá-la aos conceitos de aprendizagem organizacional e de contexto institucional, por meio da compreensão dos efeitos do nível de comprometimento das empresas, capacidades dinâmicas, redes de relacionamento para a evolução da internacionalização pelos autores Aharoni (1966), Johanson e Wiedersheim-Paul (1975) e Johanson e Vahlne (1977, 1990 e 2013).

 

Após esse resumo sobre a questão-chave que perpassa grande parte da literatura crítica às teorias da internacionalização de empresas, abordagem econômica e comportamental, faz-se uma apresentação do modelo do ciclo do produto de Raymond Vernon.

 

O conceito de Vernon (1966) baseia-se no modelo do “ciclo do produto” para explicar o porquê é que o processo de internacionalização empresarial se desenvolve ao longo de várias etapas, explicando os câmbios de localização das empresas em função do grau de estandardização do produto oferecido que, segundo Vernon, sofre uma evolução no seu ciclo de vida. De acordo com estes pressupostos, a teoria de Ciclo do Produto determina que as empresas, após atingir o estágio de maturidade em seus mercados internos, passam a produzir seus produtos maduros em países em desenvolvimento, aproveitando os locais com menor custo de produção para, automaticamente, obter maiores retornos financeiros. Durante seu ciclo de vida os produtos e as tecnologias passam por três fases sucessivas: o surgimento de novos produtos (introdução), estes se desenvolvem os produtos (crescimento) e atingem a maturidade (amadurecimento). No estágio de introdução podem registrar-se exportações em pequena escala para outros países até ser realizado o investimento direto no país estrangeiro; durante o segundo estágio ocorre a saturação da produção. Assim, é desenvolvida a padronização do processo produtivo, o qual pode produzir-se uma deslocação parcial ou total da fabricação para países estrangeiros, quando o custo de transporte ou as barreirais comerciais sejam elevadas (cobrança de tributos) para justificar a descentralização da produção. Já no terceiro observa-se a característica dominante da transladação da fabricação para países em vias de desenvolvimento para obter certas vantagens competitiva nos custos. No quarto e último estágio a procura pelo produto cresce nos países em desenvolvimento, que é onde se fabrica maioritariamente o item e a partir de onde se exporta para os países desenvolvidos.

 

Vernon parte desse conceito e o articula a uma teoria do comércio que aponta para uma noção a uma teoria do investimento (produtivo) e de vantagens comparativas de caráter dinâmico que subentende racionalidade limitada e estrutura de mercado em concorrência imperfeita, onde as decisões sobre quando e onde investir em inovações de produtos são influenciadas pela evolução das vantagens comparativas de custos. O resultado dessa articulação é um modelo no qual o fluxo de comércio e a estratégia de localização da produção no exterior são explicados em função do ciclo de vida do produto.

 

Essa abordagem proposta por Vernon (1966) inicia uma percepção economicista da internacionalização, a qual explica que, em virtude do desenvolvimento do ciclo do produto, o mercado oferece condições para ampliações de negócios, o que, por sua vez, dá origem às multinacionais. Logo, a cada estágio do ciclo de vida do produto, a empresa por meio de operações fora do seu entorno passa por um processo gradual de desenvolvimento de um produto geralmente inovador, que lhe proporcione vantagem competitiva e nova fase no processo de internacionalização por meio da exportação.

 

Na perspectiva epistemológica que envolve não só o caminho histórico da evolução das teorias, mas também o efeito no ambiente organizacional e, por conseguinte, nas teorias aplicadas à administração, Buckley e Casson (1998) aprimoraram a abordagem proposta por Vernon (1966), por meio das operações internacionais.

 

De acordo com o modelo da Teoria das Operações Internacionais proposto por Buckley e Casson (1998), pode ser caracterizada como a teoria de custos de transação aplicada à internacionalização da firma, onde os custos de informação, o oportunismo e a especificidade de ativos são considerados falhas de mercado e afetam as decisões de investimento da firma e no modo de entrada no mercado internacional, com menor custo de transação e de localização para a operação de uma empresa. Assim, uma empresa é definida como a alternativa aos mercados. Uma extensão útil é “Uma empresa que internaliza mercados imperfeitos através das fronteiras nacionais nos serviços de um produto intermediário pertencente ou controlado pela empresa multinacional é” (BUCKLEY & CASSON, 1976).

 

Para Buckley (2018) nesse caso, a Empresa Multinacional pode ser vista como uma empresa que constrói um sistema para explorar um monopólio temporário decorrente de uma inovação. Isso é feito através da internalização dos mercados de bens e serviços intermediários relevantes para maximizar os retornos privados da exploração da inovação.

 

Desta forma, a incorporação (embeddedness) é o grau em que a empresa multinacional (EMN) internalizou ou quase internalizou mercados intermediários em fluxos de recursos, informações ou influência política. Pode ser como aquisições, parcerias de joint ventures ou alianças ou formas mais frouxas de associação. E este mercado pode ser assistido por meio das empresas domésticas, das multinacionais e subsidiárias, das empresas nacionais que comercializam produtos importados e por importação direta de multinacionais. Essa teoria com origens nas teorias da firma e dos custos de transação visa explicar métodos de previsão de atendimento de empresas multinacionais, como estabelecer que as imperfeições de mercado são fontes de custos de transação e podem ser minimizadas pela internalização da produção, mediante as definições das dimensões: da localização das plantas produtivas e da propriedade da produção para o reconhecimento de cada mercado. Na primeira dimensão, a escolha da posição estratégica (localização das plantas produtivas) da empresa para cada estágio de produção, ou seja, a decisão pela localização depende da relação de menor custo produtivo. Na segunda, a propriedade de produção, por sua vez, considera-se o local de produção como estático, assim os insumos são internacionalizados incorporados a sua cadeia de produção. Isso posto, existe uma tendência ininterrupta das empresas buscarem sempre mercados que possam ofertar insumos a preços mais competitivos. A teoria das operações internacionais é aprimorada pela leitura do Paradigma Eclético, de Dunning, que observa aspectos de posicionamento e vantagem competitiva da firma.

 

Dando evolução a discussão das abordagens econômicas podemos citar John Dunning (1988, 2000), com a formulação do Paradigma Eclético de Produção Internacional, o qual se baseou na teoria de custos de transação, na teoria de internalização e em princípios da economia industrial, para avaliar os fatores que influenciam a decisão de internacionalização das empresas e explicar a capacidade e disposição da empresa a internacionalizar as suas atividades de produção na forma de investimentos diretos no estrangeiro. Assim, a escolha entre uma forma e outra ocorreria fundamentalmente com base nos menores custos de transação (apud BARRETTO, 2002).

 

Segundo esse paradigma, a internacionalização se daria pela imperfeição dos mercados internacionais fazendo com que comércio e produção fossem influenciados pela disponibilidade de fatores internacionalmente e pelos custos de transação internacionais. As firmas nacionais primeiramente atendem ao mercado doméstico, pois podem disputar espaço em outros países, mas, para isso, as vantagens devem superar os custos da produção estrangeira.

 

Para Dunning (1980), há três conjuntos de vantagem que propondo-se a explicar a amplitude do crescimento do investimento direto estrangeiro (IDE), forma e padrão da produção internacional com base específicas: de propriedade (Ownership), de locacionais (Location) e de internalização (Internalization). Esses três tipos de vantagens listadas pelo autor são designados na literatura como “configurações OLI” e possibilitam à firma um diferencial em um mercado internacional em relação aos produtores locais, o que justifica os custos de montagem de uma operação estrangeira.

 

Apesar do Paradigma Eclético da Produção Internacional ter seu foco na produção internacional, ele também permite outros tipos de análise por meio da combinação de seus três vértices (vantagens). De tal modo, quando uma empresa possuir apenas as vantagens de internalização e propriedade, ela deverá optar pela exportação, uma vez que não há ganho de localização no país estrangeiro. Caso as vantagens de propriedade sejam os únicos benefícios adquiridos pela empresa, ela deverá optar pelo licenciamento. Somente quando houver existência das três vantagens, a empresa terá condições favoráveis de produzir internacionalmente, por meio de subsidiária de produção.

 

De modo geral, Dunning (1988) tenta agrupar teorias da chamada microeconomia heterodoxa, além de questões ligadas à economia institucional ao considerar o papel decisório da estratégia empresarial e da ação do tempo.

 

A visão do processo de internacionalização gradual de empresa, resultante da interrelação entre o comprometimento e a aprendizagem, foi proposta por pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia. Tal perspectiva da abordagem comportamental se tornou uma das teorias que concebem a firma como unidade dinâmica e proativa, pois explica que o processo de internacionalização das empresas tendem para países psiquicamente próximos ao seu país de origem e adota uma sequência de estágios em que vão aumentando gradualmente o comprometimento de recursos, isto é, o volume e a irreversibilidade no exterior. As quatro teorias analisadas são apontadas como precursoras da abordagem comportamental, são: (a) Teoria do Processo Decisório de Investimento no Exterior de Aharoni (1966), cuja contribuição revela-se crucial para a formação de um entendimento de que as organizações inserem-se gradualmente no mercado internacional com base no princípio de “aprender fazendo” (“learning by doing”). Aharoni (1966) se preocupava em entender “a forma como as empresas manufatureiras norte-americanas tomavam decisões de investimento no exterior” (AHARONI, 1966), em um primeiro momento de sua pesquisa, e, posteriormente, “a natureza do processo decisório em organizações complexas, ilustrada pela decisão de investimento direto” (AHARONI, 1966), onde o conhecimento e o comprometimento do mercado são assumidos para afetar tanto as decisões de compromisso quanto a forma como as atividades atuais são realizadas. Estes, por sua vez, mudam o conhecimento e o compromisso; (b) Modelo de Uppsala de Johanson e Wiedersheim-Paul (1975) e Johanson e Vahlne (1977), fundamentado nas teorias da firma e do comportamento organizacional e focalizado no acúmulo gradual do conhecimento sobre os mercados estrangeiros e, por consequência, no comprometimento crescente com esses mercados. A escolha dos primeiros mercados estava relacionada à distância psíquica ou cultural entre o país de origem e o país importador, que pode ser definida como a comunhão dos fatores que exercem influência no fluxo de informação entre os países, fornecedores e hospedeiros, tais como diferenças na linguagem, cultura, economia, elementos político-legais, níveis de desenvolvimento industrial e outros. Além das atividades serem a primeira fonte de experiência e obtida diretamente pela firma a partir da operação e dos desdobramentos do mercado. No entanto, esta experiência também podia ser obtida através da contratação de pessoas com conhecimento do contexto em questão ou através de aconselhamento com profissionais detentores de experiências em negócios internacionais. Já as decisões de comprometimento eram vistas como respostas a problemas ou oportunidades do mercado, que surgiriam de acordo com o crescimento da firma. Portanto, seriam dependentes das alternativas disponíveis e da identificação de problemas ou oportunidades; c) networks, também desenvolvida por Johanson e Vahlne (1990), a partir do modelo de internacionalização baseado no conhecimento de Uppsala, adicionando implicitamente os relacionamentos com outras entidades do mercado estrangeiro; e d) as capacidades dinâmicas na expansão internacional da firma, visando mobilizar recursos e identificar oportunidades em diferentes mercados, através da relação entre aprendizagem, criação e confiança; rede de relacionamentos; comprometimento e capacidades dinâmicas, considerada como linha de pensamento evolutiva dos seguidores do Modelo de Uppsala, realizado por Vahlne e Johanson (2013). O modelo proposto por Vahlne e Johanson (2013) consiste no aprendizado de maneira cumulativa, o qual pode ser transferido por meio de conhecimento tácito ou explícito. Para eles, a criação ocorre no momento de aproximação com a aprendizagem, e a confiança é um antecedente da aprendizagem e do comprometimento. A rede de relacionamentos torna-se relevante devido poder que o agente exerce e ao posicionamento, influenciando na aprendizagem, comprometimento, confiança e criação de toda a rede. Por fim, a capacidade da firma em construir conhecimento é construída a partir das capacidades dinâmicas, que influenciam os processos de aprendizagem, criação e confiança. Por meio dessa relação, a firma: (a) desenvolve seu processo de internacionalização; (b) mobiliza recursos para capturar oportunidades com outras empresas; e (c) constrói, mantém e coordena redes de negócios.

 

Os autores Johanson e Vahlne (1977, 1990, 2009, 2013) descrevem em tal modelo uma rede de relacionamentos se forma criando a base potencial para a aprendizagem mútua e troca cultural que exerce influência na escolha na tomada de decisão do modo de entrada em outros países, com a utilização de informação de mercados imperfeitos para obter lucros “satisfatórios”.

 

Sendo assim, o fenómeno de internalização da empresa se consiste em um processo de crescente implicação e projeção internacional em que se pode optar por uma variedade de estratégias de penetração que reflitam distintos graus de compromisso e, portanto, diferentes níveis de controle e/ou de risco operativo para a empresa.

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